27/11/2012

Quem vê cara, não vê coração!

Hoje quero falar sobre preconceito. Vejo que os julgamentos, na maioria das vezes, são feitos apenas pelas aparências e nada mais.

Já pensou se tivéssemos que escolher as pessoas apenas pela sua capacidade? Cito como exemplo o programa The voice Brasil. Logo no início a escolha pelo candidato através dos profissionais, foi feita com eles de costas para o candidato. Se eles gostassem da voz, virariam a cadeira confirmando a aceitação daquela voz e nada mais. A aparência não influenciou na decisão de escolha.
Uma proposta bacana, pois o objetivo ali era apenas para escolher um cantor. A voz estava acima de todos os outros valores possíveis e  imaginários.

E se as escolhas fossem definidas assim? Uma entrevista de emprego seria da seguinte forma. O candidato responderia todas as perguntas através de uma divisória. Seria escolhido pelas respostas e resolução de algumas questões abordadas pelo RH.
Alguns cargos seriam preenchidos pela pessoa independente da idade.
O vendedor de loja seria aceito pela sua dedicação e retorno financeiro para o dono através da sua capacidade e jogo de cintura na hora de vender algo.
Os vendedores, por sinal, jamais poderiam atender de forma arrogante, com descaso ou mesmo sem dar importância para o cliente que não está tão bem arrumado.

O patinho feio tem potencial para crescer totalmente

Será que isso é utopia?  (Utopia tem como significado mais comum a ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo). 
O ser humano tem que ser tratado da melhor forma possível ele tem que estar apto para aceitar o diferente, pois a valor está acima de cor, peso, opção sexual, poder etc. 
Será que a humanização está se perdendo?

O preconceito existe não apenas para quem está acima do peso, mas para muitos e muitos que estão a procura de algo fora do seu âmbito familiar. Isso é... Às vezes, no âmbito familiar muitos enfrentam o preconceito e lutam para ter um lugar digno para viver e enfrentar os "lobos" e mostrar através do seu potencial a sua dignidade e seu valor.

8 comentários:

  1. Tê sua reflexão está perfeita. Há alguns dias, falávamos Marido e eu sobre o tal do preconceito que é tão presente na nossa sociedade. Citamos o The Voice, que na realidade foi algo super bem pensando. Quantas vezes deixamos influenciar pela parte física. Acho que inúmeras.
    Tantas pessoas merecem oportunidade no mercado de trabalho e muitas perdem, por não está devidamente a altura dos olhos do entrevistado. E muitas outras tem um força enorme de cresce e aprender, que vale a pena dá uma chance.
    Hoje, no decorrer da minha vida, tenho aprendido a deixar de lado a cara e olhar somente para o coração. E vejo quantas coisas lindas tenho aprendido, com pessoas DE coração.

    Beijo grande e abençoada semana!
    Lorena Viana

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  2. Hoje na aula de RH, um grupo apresentou sobre a ressocialização dos presos!
    E ao final, discutindo com a sala, notamos como temos preconceitos, mesmo que involuntariamente, queremos ás vezes nos prevenir de algo que parece ser evidente, quando na nossa cabeça o vilão é o egresso, mas na verdade pode ser aquele que você mais confia.

    O the voice realmente foi fantástico ao fazer a seleção desse modo..

    Acho que é Utopia, um pouco difícil deixar o preconceito de lado de muitas coisas, e tenho certeza que todos sabem que é 'errado', mas muitas barreiras ainda os prende.

    Preconceito - conceito formado antes da hora, o nome mesmo já diz!

    Beijos, amo vc!

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  3. Realmente. Mais que uma reflexão, tu pegou os fatos que todos se questionam e os colou aqui. Com maestria. Uma análise muito bem elaborada. Instintivamente julgamos as pessoas de acordo com o que vemos. Nossa visão é limitada. Não enxergamos nada além de altura, peso, cor, cabelo, olhos, braços, pernas... Não vemos caráter, personalidade, capacidade, inteligência, diversão, carisma... Vemos homossexuais, transgêneros, heterossexuais... Não vemos pessoas. Vemos um cabide. Um menu. Uma vitrine. Como se a roupa fosse boa pela sua cor, material e formato. E assim vestimos uns aos outros, de acordo com esse desejo futil e materialista. Quem sabe se um dia enxergarmos além, humanos serão humanos, animais serão animais, vegetais serão vegetais, e o mundo terá lugar pra todos.



    Aguardo uma nova visita e um comentário =D
    diademegalomania.blogspot.com
    ja te sigo


    Valeeu

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  4. E como tudo isto é verdadeiro, Tê.O preconceito calcado na aparência, na hipocrisia, no QI( quem indica) e assim ao longo dos tempos perdem-se valores pessoais.
    Quando haverá uma mudança de cenário?

    Adorei a roupagem natalina.Linda!
    Bjkas,
    Calu

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  5. Oi Teresinha
    Muito bacana seu texto, quem nos dera que na vida real acontecesse isto.
    As pessoas seriam aceitas pelo seu potencial intelectual, cultural e não por atributos físicos.
    Beijo

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  6. Abração pra Você também, Tê!

    Também acho que seria ótimo se fosse assim.

    bjnhssssssss

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  7. Que show amiga!!!
    Voce fez uma bela analogia para uma critica perfeita aos preconceitos em todas suas variações. Despindo a hipocrisia que reina em todos os cantos.
    Aplausos amiga.
    Meu abraço.
    Bjo.

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  8. Oooops, como eu perdi esse post!?
    Nossa, brilhante sua analogia, amiga, realmente se pudéssemos ser avaliados pelas capacidades internas, muito mais que as externas, este mundo seria bem melhor, mais humano.
    Legal!
    beijocas cariocas


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Amei o comentário. Bjs mil. Tê